Sobre o autor do blog

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Sobre o autor do blog

Opa, blz?

Sou Vinícius Thiengo e além de manter o blog Thiengo [Calopsita] sou desenvolvedor profissional (Web e Android) e tenho um outro projeto em atividade, o marketplace BirdingBox.

Você programa desde criança?

Não, na verdade conheci programação de computadores somente quando entrei na faculdade. Antes disso o que eu conhecia de computação era: MSN, Orkut, The Sims, OMatic (o maior cheater de games - até o PinBall não escapava) e Brasfoot (sem falta de humildade, eu fui "O Mago" do brasfoot - isso, sem macete de dinheiro).

Você então tem formação em computação, certo?

Sim, sou bacharel em Sistemas de Informação pelo IFES (Instituto Federal do Espírito Santo) campus Serra.

Cheguei a estudar o 1º período de Administração na UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), pois um dos meus objetivos era se tornar stockbroker, corretor da bolsa de valores.

Nunca esqueci da frase no filme "Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme" onde Josh Brolin interpretando Bretton James disse, quando perguntado pelo jovem Jake Moore (interpretado por Shia LaBeouf) sobre qual era o número máximo dele (eles estavam falando de dinheiro). O personagem Bretton James, sem rodeios, respondeu: "Meu número é ‘MAIS'". Pode soar um pouco soberbo, mas po%#@, foi fo$@&.

Se acessar as resenhas que tenho sobre  livros que li(Sério? Tem como fazer resenha de livro que você não leu?), logo nas primeiras vai notar que tem várias sobre livros de investimentos em bolsa, mais precisamente sobre análise técnica e opções de ações (essas últimas que acabaram com minha possível carreira de corretor).

O que você quer dizer com: "essas últimas que acabaram com minha possível carreira de corretor”?

Que minha carreira como aprendiz de stockbroker foi curta e que as opções de ação foram responsáveis pelo empurrão final.

Depois de ler um bocado sobre investimentos em bolsa, tinha chegado a hora de investir. Já sabia o suficiente sobre padrões de gráficos: mulher grávida, martelinho invertido, … e muitos outros. Contratei um online broker e comecei a participar do pregão eletrônico. Comecei com, se não me engano, um pouco mais que R$ 240,00.

Ah, mais isso não é nada!

Para mim era. Meu cargo naquela época era de estagiário do setor de T.I. do Centro de Ensino a Distância do IFES, ou seja, R$ 240,00 era dinheiro sem fim!

Continuando... na época que entrei na bolsa adivinha qual empresa era a "bambambam"? Isso mesmo que veio a sua mente, a ENRON brasileira! OGX. Entrei com afinco na OGX3 (se não me engano era esse o código). Todo o dinheiro foi investido nesse papel.

Se me lembro bem comprei a R$ 8,40 cada pacote de ações. Entrei em êxtase quando vi um pico de R$ 10,40. Me vi trilhando o caminho do Warren Buffett, porém em meses e não em décadas.

Porém, em pouco tempo, as coisas começaram a aparecer na OGX, na verdade, a não aparecer. Pois as promessas de barris de petróleo, as metas, ..., nada aconteceu. E pior que sua mãe com raiva e todo o corpo de operações especiais Navy Seal... pior que todos esses é o mercado, se você errar ele não te perdoa. Promessas não cumpridas não têm perdão. Resultado? As ações da empresa (de todo o conglomerado: OGX, MMX, LLX, OCX, ...) começaram a cair sem controle.

Final das contas para o quase Warren Buffett brasileiro. Sai da operação a R$ 5,80. Mas a esperança é a última que morre. Por acaso as opções de ação da Vale do Rio Doce estavam crescendo absurdamente em intervalos de minutos.

Mesmo depois de ter lido "n" vezes que para operar no mercado de opções você precisa de alguns anos de experiência no mercado de ações. Mesmo sabendo disso entrei na operação com as opções de ação da Vale.

Na verdade elas não estavam bombando, aquilo, a princípio, foi uma isca para o que o mercado chama de "sardinha". Em minha época facilmente chamaria de "Magikarp".

Se me recordo bem, da noite para o dia as opções viraram pó. Esses R$ 240,00 foram para mim um baita investimento, pois descobri que não tinha fígado para ser stockbroker.

Com os livros que li sobre mercado de ações eu já tinha o conhecimento de que até mesmo quem tem anos de mercado não tem certeza dos números futuros, nem mesmo os do próximo minuto! Fora as "n" histórias de investidores experientes que ganharam muito, depois perderam tudo, e consequentemente deram um tiro na própria cabeça. That’s sad!

Zé mané, você não sabia o que era stop loss?

Sim, sabia, mas minha trilha era ser o Warren Buffett em meses, stop loss, provavelmente, não ajudaria com isso.

Definitivamente larguei a bolsa de valores, muito também porque na época eu estava estudando desenvolvimento Web, mais precisamente HTML, CSS, JavaScript, PHP e MySQL. Comecei os estudos em um blog chamado guanabara.info. Meu primeiro código Web que me impressionou foi o nome Google com cada letra de uma cor diferente, como no logo da empresa. Esse primeiro código foi em 2009, bem antes de eu me aventurar na bolsa. Na época utilizei a extinta tag <font> para a logo colorida.

Quando comecei a estudar desenvolvimento Web eu já tinha descoberto que não tinha problemas em ler um livro de capa a capa, algo que não sabia que podia fazer, antes da faculdade. Logo fui lendo um livro atrás do outro.

Logo que iniciei os estudos do PHP iniciei também o desenvolvimento de meu primeiro sistema Web:  Villopim.com.br. Um site de classificados online. Meus principais objetivos com ele foram praticar os conhecimentos adquiridos nos estudos sobre desenvolvimento Web e, obviamente, ficar milionário. Segue home do Villopim:

Villopim Classificados

Nessa época do Villopim descobri que o sistema AdWords do Google estava com uma brecha (ou era assim mesmo). Você podia criar novas contas no AdWords (ou seja, novos login e senha) e utilizar os seus mesmos dados bancários ,de contas AdWords anteriores.

Ok, mas o que isso tem de importante?

O importante é que para cada nova conta no AdWords, era possível utilizar um cupom promocional. Apenas um cupom por conta. Cada cupom poderia variar de R$ 50,00 a R$ 150,00 de crédito, isso sem a necessidade de você gastar um único centavo antes do uso do cupom. Nice!

Logo, o AdWords impulsionou o Villopim por um bom tempo. Até o Google começar a bloquear minha conta bancária. Eu até poderia me esforçar mais para continuar com a "trama", mas o site estava crescendo muito devagar e meu tempo investido em faculdade, estágio e Villopim estava causando muito estresse.

Na época não sabia que o investimento no Villopim deveria ser somente na melhoria do site, correção e evolução dele. Meu investimento de tempo no site era somente em buscar mais cupons.

Parei de tocar o Villopim, mas deixei-o como site de testes, quando eu tinha algo no desenvolvimento Web para testar era nele que eu realizava os testes.

Logo depois atendi alguns clientes, fiz mais alguns sites, na época eu era o que conhecemos hoje como Full-stack Web Developer, ou seja, desenvolvia o frontend e backend dos sites.

Próximo ao fim da faculdade, trabalhando agora em uma empresa de telemetria com dashboard Web de acompanhamento e também utilizando o AWS, desenvolvi uma rede social de perguntas, Peffans.com, que apesar de não estar mais no ar tenho ainda a  fanpagedela funcionando. Segue imagem do dashboard do Peffans:

Peffans Broadcast

Na época tinha assistido ao filme do Mark Zuckerberg e logo parti para construir uma rede social. Até que ficou legal, porém meu conhecimento sobre distribuição e marketing eram pífios. Assumi que Facebook Ads seria mais que o suficiente, não era. Gastei uma grana e fiquei sem vontade de prosseguir com o projeto. Depois de um tempo desliguei o Peffans.com com os atuais "0 usuários ativos", apesar de alguns cadastros.

Outro problema que tive no Peffans além do de distribuição e que o comentário aqui pode lhe ajudar a não cometer: o servidor que utilizava era muito lento. O investimento em servidor também é necessário, não somente em programação.

Com o Peffans eu ainda não sabia que um bom produto, mesmo sendo software, é um produto que evolui. Não persistir com ele também por achar que "ou a coisa da certo, ou pivota e parte para outra ideia". Hoje sei que não é bem assim, o feedback inicial do usuário pode ajudar muito na evolução da proposta e consequentemente nos resultados melhorados.

Antes do Peffans ainda entrei em um projeto de site de delivery de comidas. Cardápio Livre. Cadastraríamos os restaurantes e os cardápios passíveis de serem entregues. Porém os outros participantes entraram cada um no mestrado e juntando a isso o número de sites deliveries que já existiam, o projeto foi engavetado. Minha parte seria somente o frontend que estava pronto:

Cardápio Livre

Um pouco depois do Peffans criei um e-commerce de distribuição de e-books, o Pebook, porém também não prossegui com ele, alias esse nem mesmo coloquei no ar, mas o layout fiz por completo. Na época essa era minha maneira de desenvolver, primeiro fazia todo o frontend com um backend fake (dados estáticos) para somente depois iniciar a lógica de negócio no backend, junto ao banco de dados. Era na martelada, nada de diagrama de classes, técnicas de engenharia de software ou Scrum. Print do Pebook:

Pebook

Depois, já com o blog Thiengo [Calopsita] rodando, a APP Android do blog liberada e redes sociais dele ativas, eu e alguns amigos de faculdade nos reunimos para montar um blog de humor. Esse blog na verdade era a evolução de uma rede de imagens que construí logo depois do Villopim. Essa rede de imagens foi útil mais para eu testar algumas coisas de backend que estava aprendendo em PHP, pois somente eu e um amigo meu é que a conhecíamos, e eu tenho quase certeza que somente eu é que tinha conta nela, o amigo nem mesmo criou a conta dele.

Obs. : O Capixi.com (quando ainda era uma rede de imagens) foi o segundo sistema Web que desenvolvi. Até o desenvolvimento dele era tudo procedural, eu conhecia orientação a objetos.

Enfim... a evolução de sistema de imagens para blog na verdade foi um reaproveitamento de url, pois foi a única coisa que utilizamos da antiga e dead rede de imagens. O nome do blog era Capixi.com (sério?). Como com o Peffans, do Capixi somente restou a  fanpage. Segue home do blog:

Capixi

No Capixi, com uma meta de um post por hora, eu e meus amigos suportamos até um certo ponto, o blog realmente estava crescendo muito rápido, mas ninguém tinha prazer em fazer aquilo, logo paramos com as postagens de pouco em pouco até pararmos totalmente.

Vida que segue, fiz parte de uma pré-startup que não deu certo. Fiz intercâmbio para o Canadá. No Canadá me dediquei muito mais a estudar somente o inglês. Desenvolvimento de software somente com as postagens sobre Android no blog Thiengo [Calopsita].

De volta ao Brasil, reformulei a APP do blog (que ainda precisa de uma nova versão) e o site também. E então inicie um novo projeto, o  BirdingBox.com. Com ele os usuários da Internet poderão vender e conseguir prospectos sem precisar de instalar plugins e cia, a ideia é ser fácil como criar uma conta em uma rede social. Segue dashboard do sistema:

BirdingBox

Em paralelo andei também estudando sobre economia comportamental (incluindo estudo do cérebro) e padrões de projeto e código limpo. Recomendo em muito estudar economia comportamental, você literalmente vai passar a entender melhor sobre como seu cérebro funciona, digo, como funciona mercadologicamente.

Padrões e código limpo dispensam comentários. Eu vi eles em um período na faculdade e não os levei muito a sério. Porém hoje, depois de alguns sistemas prontos e o tempo de desenvolvimento somente aumentando, sei da importância deles. Produção! Eu era do velho time que dizia: "não tem tempo para isso, preciso colocar para rodar o quanto antes". Hoje a mentalidade é outra. Sei o custo de não fazer nada de forma a ser reaproveitado.

Agora, a curiosidade sobre ter um blog de tecnologia (programação): além de conhecer muita gente melhor do que você, você acaba tendo de estudar mais e por conta própria para colocar conteúdos novos, tendo em mente que as pessoas que você conhece pelo caminho, lhe ajudam com o assunto a abordar, pois algumas vezes elas estão mais ativas do que você sobre assuntos da área que aborda no blog.

Coisas que aprendi "na marra" administrando o blog: qualidade é sem sombra de dúvidas mais apreciada que quantidade; foco em fazer apenas uma coisa por vez (salve Dan Ariely em  "Previsivelmente Irracional") traz muito mais resultado do que o inverso; primeiro faça o fácil e depois inicie o difícil; divida as tarefas em micro-tarefas; trabalhe pesado no horário em que você tem maior rendimento (provavelmente é pela manhã); disciplina vai te ajudar muito na trajetória.

Ok, valeu pelas dicas, mas agora me responda: por que "Calopsita"?

Isso foi um colega de curso técnico. Na época eu estudava Automação Industrial. Esse camarada inventou de me chamar de Calopsita e ai ficou. Por ser o curso e a faculdade no mesmo local, logo os colegas da graduação ficaram sabendo do apelido e ai já sabe. Lhe digo com segurança que tem gente que estudou comigo por anos, sabe o apelido, mas não faz a mínima ideia do nome.

So. That's me. Se quiser ficar atualizado com os conteúdos postados aqui, assine a lista de emails do blog. Period.

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