Positivamente Irracional

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Positivamente Irracional

Vinícius Thiengo07/01/2016
(619) (2) (5)
Go-ahead
"Dar o seu melhor neste exato momento vai colocá-lo no melhor lugar possível no momento seguinte."
Oprah Winfrey
Código limpo
Capa do livro Refatorando Para Programas Limpos
TítuloRefatorando Para Programas Limpos
CategoriaEngenharia de Software
AutorVinícius Thiengo
Edição
Ano2017
Capítulos46
Páginas598
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Capa do livro "Positivamente Irracional" de Dan Ariely
Título
Positivamente Irracional
Categoria
Marketing
Autor(es)
Dan Ariely
Editora
Elsevier
Ano
2010
Edição
Páginas
292

Opa, blz?

Terminada a leitura do livro “Positivamente Irracional” de Dan Ariely, editora Campus / Elsevier. As expectativas foram as maiores possíveis tendo em mente que eu já tinha lido antes o livro “Previsivelmente Irracional” do mesmo autor. Expectativas atendidas em partes. Eu particularmente gosto dos conteúdos de Dan Ariely, pois apesar de ele utilizar muito o termo “eu acho” ele também realiza “n” pesquisas para descobrir se algo é verdadeiro ou não tendo em mente o “achismo” anterior.

Positivamente Irracional tem um viés mais para pessoa, enquanto Previsivelmente Irracional é mais mercadológico, porém ambos tem o objetivo de mostrar mais sobre economia comportamental. O autor é professor dessa área no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Em Positivamente Irracional o autor mostra como algumas das decisões irracionais que tomamos no dia a dia são sim de grande ajuda a nós, além de mostrar que nossas decisões, boas ou ruins, são duradouras. Duradouras? Isso, dependendo das próximas decisões que tivermos de tomar, uma lembrança do que já fizemos anteriormente vai influenciar nessa escolha. O autor prova com testes entre alunos participantes das pesquisas.

Logo no inicio do livro o autor fala sobre procrastinação e que aquele simples pensamento de “vou beber água primeiro depois eu começo” já é um ato de procrastinar. A maneira de mudar isso é primeiro saber que você está procrastinando quando inicia esse tipo de pensamento, sempre tem algo a fazer primeiro antes de iniciar a tarefa principal. Logo depois é se regular (porque não alguns post-its em sua área de trabalho ou mesa) e seguir a agenda.

A procrastinação é, felizmente, algo que está em todos os povos e eu a relaciono muito a tarefas difíceis ou longas, quando a tarefa é chata, mas algo simples e qua pode ser resolvido rapidamente, sem problemas. Caso contrário a procrastinação afeta.

Elon Musk, da Tesla, Space X, e outras “n” startups… em entrevista, quando perguntado se consumia algum conteúdo motivacional ou se tinha algo em especial para conseguir fazer tudo que ele fazia, respondeu que ele simplesmente começava a fazer e ia fazendo, sempre sabendo que aquilo era importante para ele chegar ao fim… ou seja, nada de especial, essa pode ser uma outra maneira de superar a procrastinação, o começo é provavelmente a pior parte, depois de começada a tarefa é somente seguir fazendo.

O autor prova também no livro que nós humanos temos mais comoção quando apenas uma pessoa ou ser está em apuros em situações degradantes do que quando milhares outros estão na mesmas condições. Além dos testes realizados com alunos o autor mostra como exemplo o caso de Jéssica, uma criança norte americana que ficou presa em um poço abandonado, onde levaram-se horas o resgate. A família recebeu mais de 700.000 dólares de doações e o caso virou filme. Porém em Ruanda, milhares de pessoas foram assasinadas em genocídio e a repercussão não foi nem perto do que foi o caso Jéssica, tendo em mente que um dos responsáveis da ONU pela vigília na África já tinha alertado sobre o possível genocídio e solicitado a intervenção com 5 mil homens. Porém deram de ombros e aconteceu o que aconteceu.

Outro exemplo é o caso da American Cancer Society. Ciente de que o ser humano se comove mais quando a história de sofrimento é de apenas uma única pessoa, essa ONG usa e abusa desse conhecimento e é então a ONG que mais arrecada doações em todo o mundo (isso ao menos até a data de publicação do livro, em 2010).

O autor também fala sobre nosso poder de adaptação, no big deal. Fala e mostra por meio de pesquisa poruqe nós tendemos a ser vingativos. Fala sobre o porque não dar dinheiro (ou altos bônus em dinheiro) como prêmio quando se almeja algo que seja mais de trabalho cognitivo do que fisico. O que? Isso, segundo pesquisas do autor, quando é colocada uma meta e ela exige mais esforço do cérebro (realização de vendas, contratos de parceria, desenvolvimento de softwares, …) e junto a essa meta um bônus financeiro muito alto, a meta tende a não ser atingida e se atingida, não com tanta eficiência como esperado pelos estrategistas. Forma de superar isso? Apresente o propósito da tarefa, o impacto que ela terá na comunidade que irá consumir o resultado dela, por exemplo.

Quando o trabalho é mecânico, ou seja, esforço fisico (atletas principalmente), essa máxima de o bônus em dinheiro tirar a eficiência cai por terra, pois o dinheiro faz sim bastante diferença.

O autor fala muito também sobre relacionamentos amorosos, sobre sites de namoros e as abordagens ineficientes utilizadas nesses sites (não existia o Tinder nessa época). Fala do efeito Ikea, que a ideia de deixar com que nós mesmo montemos nossas mobílias nos remete a máxima de que “o que é construído por nós é melhor do que o construído pelos outros”. E junto a história da Ikea o autor apresenta os resultados de pesquisas realizadas onde os alunos construíam alguns origamis e depois tinham de ofertar valores por eles, os valores dos autores dos origamis eram sempre otimistas, pois quando os origamis eram colocados a ofertas de estranhos, os valores eram bem inferiores.

O ponto alto do livro está no capítulo final onde o autor fala um pouco mais de como foi a vida dele depois de algumas decisões que tomou quando sofreu queimaduras de 3º grau em 70% do corpo e também sobre a importância dos testes, que vários métodos devem ser testados, algo como tentar ser mais produtivo seguindo uma nova estratégia de estudo ou trabalho por exemplo.

Bom, o livro é "legal" mas não foi o que eu estava esperando sobre economia comportamental, muito porque o foco foi no humano e seu comportamento em geral e não no humano e seu comportamento no mercado, nada de culpa do autor, eu devia ter interpretado melhor o título. Porém foi ainda assim uma leitura proveitosa. Tendo em mente que se você segue o blog, tende a ser developer ou anseia em ser um, logo recomendo a leitura somente se não estiver nada mais relacionado a sua área para consumir (livros ou documentação). O foco é filtrar, tente não fazer nada que não esteja relacionado com seu objetivo final. Vou de 3 estrelas.

Vlw

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Comentários Blog (2)

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Enviando, aguarde...
23/01/2016
Já tinha ouvido falar sobre o livro, mas não imaginava que ele abordava tantas áreas comportamentais assim. E não fazia idéia que exestia "economia comportamental", vai para o meu dicionário pessoal. :)
Responder
Vinícius Thiengo (0) (0)
23/01/2016
Fala Isabel, blz?
Eu esperava mais do livro devido ao livro anterior, "Previsivelmente Irracional".... mas mesmo assim não deixa de ser uma boa leitura. Abraço
Responder