Design Thinking

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Design Thinking

Vinícius Thiengo05/05/2016
(613) (7)
Go-ahead
"Você não começa com tudo a construir uma parede. Você não diz 'eu estou indo para construir a maior parede que já foi construída.' Você não começa por aí. Você diz: 'Eu vou colocar este tijolo tão perfeitamente como um tijolo pode ser colocado.' Você faz isso todos os dias. E logo você tem uma muralha."
Will Smith
Código limpo
Capa do livro Refatorando Para Programas Limpos
TítuloRefatorando Para Programas Limpos
CategoriaEngenharia de Software
AutorVinícius Thiengo
Edição
Ano2017
Capítulos46
Páginas598
Comprar Livro
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Capa do livro "Design Thinking" de Tim Brown
Título
Design Thinking
Categoria
Marketing
Autor(es)
Tim Brown
Editora
Campus
Ano
2009
Edição
Páginas
249

Opa, blz?

Terminada a leitura do livro “Design Thinking” de Tim Brown. Diferente do que você pode imaginar o design thinking não é um conteúdo exclusivo para designers, eu não sou designer.

O livro não é novidade, está no mercado desde de 2009, isso não faz dele de conteúdo irrelevante, hoje, muito pelo contrário o conteúdo é muito bom, mas tem lá suas deficiências quando você não é proprietário ou gestor de uma empresa, digo, uma empresa com colaboradores, clientes, …

O autor é bem conhecido no mundo dos designers, é o CEO da IDEO. Eu para falar a verdade não conhecia ambos, mas é aquilo, não são ícones de minha área profissional.

Você ainda deve estar se perguntando o que é Design Thinking, certo? É basicamente o famoso “pensar fora da caixa”, mais precisamente pensar em soluções que primeiro causam impacto e não aquelas que tem foco em lucro e depois em impacto.

O design thinking é ir a campo vivenciar as verdadeiras necessidades dos clientes ou publico ao qual precisa de uma solução vinda de você, de sua equipe. É foco total no usuário, muitas vezes entregando soluções a problemas que nem eles sabiam que tinham.

Então de onde vem o “design" no nome? Não há uma resposta exata, mas a principio é porque os precursores que trabalharam o design thinking, mesmo que de forma implícita, aplicaram o impacto na forma do produto (forma de produto, o designer do produto) e não necessariamente no serviço. E também porque a principio os que cunharam esse termo foram designers.

Ai você pensa: então você está se contradizendo, pois impacto envolve experiência e não somente forma. Sim, você está certo, mas a forma que o produto era criado, com o pensamento no impacto, produzia a experiência esperada pelo público, isso na maioria das vezes, pois o design thinking também é falho, alias esse é um dos pilares do design thinking, permitir a falha, frequente, até obter o resultado de impacto desejado.

E como assim o design thinking pode ser praticado por qualquer um? A resposta é que o pensamento disruptivo, o fora da caixa, pode ser realizado por qualquer um e o autor deixa isso claro em várias passagens no livro. Alias há vários exemplos onde a solução de maior impacto veio de médicos, engenheiros, administradores de ONGs, e por ai vai. Segundo o autor, a primeira pessoa que utilizou os conceitos do design thinking de hoje foi um engenheiro, mais precisamente Isambard Kingdom Brunel que foi um engenheiro projetista de destaque no século XIX.

O design thinking se assemelha em muito ao empreendedorismo, pois a grande diferença entre o empreendedor e ou empresário é que o primeiro está focado no impacto na sociedade, impacto esse vindo da solução dele. O segundo está focado no dinheiro que pode ser gerado. Obviamente que se o impacto for o planejado, ao menos o planejado, o retorno será inevitável.

Indo mais afundo as características do livro. O autor fala mais para empresários ou gestores de empresas, de preferência as que já são consolidadas no mercado. Alias esse é o ponto negativo do livro, sendo que poderia facilmente focar no individual, não digo em falar que o individual é melhor do que equipe, na verdade falar para o leitor que pode ou não ter um empresa, pois o livro, tirando o último capítulo, somente cita sobre o impacto que o design thinking pode ter em nossas empresas ou empresas de clientes.

Mas é aquilo, se consegui focar bem na mensagem do livro você consegue entender que realmente o design thinking é algo ao menos a se pensar não somente na vida profissional, mas também como um todo, nas atitudes do dia a dia, por exemplo. E que é sim praticável e passível de ser aprendido por qualquer um.

Uma parte intrigante do livro, mesmo o autor frequentemente citando o poder de uma equipe de designers thinkers, é quando ele fala sobre a importância de ter na equipe aquele camarada que tem uma tatuagem diferente, que não curti ficar muito junto a outros membros da equipe, … porque pode ser ele o camarada que mais pensa fora do comum, que vai tentar soluções fora do imaginável.

O autor ainda fala sobre os vacilos que muitas empresas grandes dão ao não tentarem inovar em algo que vai além do mercado atendido por elas e como muitas empresas se saíram bem em dar um passo no pensamento disruptivo. É ai que vem o impacto do tempo no livro, advinha quais são as empresas disruptivas?! Isso mesmo, muitas delas são falhas hoje em dia: Nokia, Hewlett-Packard, Motorola e Sony. Tem várias outras empresas e ONGs citadas, mas essas são as que lembro serem falhas hoje em dia, alias a Nokia foi adquirida pela Microsoft e se não me engano não se chama mais Nokia.

Bom, o livro é uma ótima leitura, mas é aquilo, sou developer e prefiro padrões de projeto e cia. Mas se observarmos bem isso pode ser um problema, sério! Ficar centrado em conteúdo de somente um tipo pode lhe deixar muito analítico e isso pode acabar com as opções que você poderia estar criando. Alias o livro Design Thinking fala muito sobre isso também, divergente, convergente, analítico e síntese. E concordo com o autor no que ele diz sobre esses termos e a importância deles.

A leitura é tranquila, nada de palavras especificas que vão lhe colocar na frente de um buscador para entender o significado. Com isso as 227 (de 249) páginas de conteúdo passam rápido.

Vou de quatro estrelas por causa do foco em empresa e não no individual, no leitor. E obviamente por causa do tempo, devido as empresas disruptivas citadas não serem hoje o que foram na época do livro.

Vlw

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